Quarta-feira, Setembro 06, 2006

Independência ou Morte!

Às vésperas de um momento sublime como a comemoração do dia da independência, fico pensando até que ponto esta data é válida. Uma primeira idéia que surge é ter aquele dia para se pensar e refletir sobre o nosso cotidiano.

Quando éramos apenas crianças, 7 de setembro marcava o dia do desfile. Todos uniformizados, com o hino nacional decorado na ponta da língua, roupas impecáveis, uma fila que nunca antes era respeitada. No bairro onde morava, o feriado era de fato motivo de comemoração.Esta era a oportunidade perfeita de todos mostrarem sua performance como cidadãos legítimos e honrados.
Passamos por revoluções, torturas, massacres, preconceitos e o que ficou decidido? A quem coube determinar justiça, ética?

Ao longo dos anos, as variadas mídias buscam nos informar dos acontecimentos e tal. Só tragédias, escandâlos e poucas sanções a tamanha impunidade e porque não dizer falta de respeito a nós, que tentamos honrar nossos compromissos e contratos sociais.

Penso que este dia é um mecanismo de iludir a um falso nacionalismo, patriotismo, orgulho só visto em copas do mundo; pois nem para os outros esportes nos vangloriamos tanto. Só aceitamos ser os primeiros, contudo nada é feito para conquistar tal primeiridade ou secundidade. São esforços isolados de mudança.

O interessante é pensar, quanto mais conectados estamos pela rede mundial das infovias, mas distantes da nossa realidade local nos encontramos. Buscar respostas já é uma tentativa de mudança?

3 comentários:

ezequiel vieira disse...

é aquela história do lugar comum q nao custa repetir:

a cidadania q temos se concretiza no consumo e não na participação

uma curiosidade: como eu não te conheço, de q bairro vc tá falando? rs

Juliana de Farias disse...

Bairro do Suburbio carioca, Jabour. Voltei, bejos ju

Vitor Taveira disse...

Costumo dizer que tenho orgulho de ser brasileiro mas tenho vergonha do Brasil.
Esse orgulho não me pede provas como torcer pra seleção, cantar aquele hino belo que ninguém entende, e muito menos ir para desfiles militares. Pra mim tudo isso me soa muito falso. Procuro manisfestar meu esse meu 'nacionalismo' diariamente lutando para que não tenha mais vergonha do meu país.

Quanto à pergunta final, minha resposta é sim. É um bom começo.