Segunda-feira, Julho 31, 2006
E o relatório acabou...
Resumo
A crise política no governo Lula pelos jornais capixabas
A questão fundamental proposta visa a compreender de que forma a imagem do Governo Federal foi construída pela mídia capixaba – tomada aqui pela A Gazeta e A Tribuna – a partir das crises do “Mensalão” e dos “Correios”, utilizando como recurso teórico-metodológico a Semiótica Discursiva. Selecionando as notícias publicadas no período de 19 de maio de 2005 a 30 de junho do mesmo ano, nos baseamos na análise de capa, o discurso vitrina de um jornal, pois acreditamos que os elementos textuais e as estratégias discursivas desse discurso estariam bem mais evidentes em um momento em que o desdobramento das denúncias de corrupção no governo Lula foi sendo noticiado. Mesmo com um discurso midiático ambíguo, podemos afirmar que a pessoa do presidente Lula foi preservada e que ele emerge com um saldo positivo. O mesmo não ocorre com a imagem do Governo - não dissociado pelos jornais do Partido dos Trabalhadores – para o qual a desqualificação por incompetência e corrupção se manteve constante. Ficou bem demarcada a diferença entre Lula e Governo. É este último quem surge como o sujeito que tenta, mas não consegue, impedir as investigações das denúncias que vão surgindo. Identifica-se um discurso moralista quanto ao deve fazer da atividade política, no qual o jornal se posiciona como um guardião de contratos legitimado pela sanção pragmática do leitor operada pela aquisição contínua de um mesmo jornal.
Sábado, Julho 29, 2006
candidatos no ES: tem perfil, mas não tem nome
Você quer saber o perfil dos candidatos capixabas para as eleições deste ano? O Tribunal Regional Eleitoral traz um levantamento onde abrange o grau de instrução, a idade, a ocupação original e quantos homens e mulheres estão na disputa.Só tem um detalhe. Não é mencionado o nome de ninguém. Quais serão os candidatos ao senado e à câmara federal que são jornalista e redator; os 34 historiadores candidatos a deputado estadual e os 26 a federal?
charge: edição de hoje do site charge online
Terça-feira, Julho 25, 2006
entrevista com o representante brasileiro do Creative Commons
E quanto aos crimes da internet, como pedofilia, por exemplo, você também pensa nessa área?
Sim, mas tenho me dedicado mais ao problema do acesso à informação. Porque essa parte de crime, de pedofilia, já é todo um universo à parte. Isso já envolve a questão da privacidade, direito penal, e não dá para abranger tudo, me mantenho informado, mas não tenho condições de ter uma atuação expressiva nessa área.
E as reações contrárias das quais você falou, você acha que elas vieram pela própria quebra de tabu que vem com a questão dos direitos autorais livres?
Nesse caso, a pessoa que se inscrevia num curso de direito da Internet em 1999 não estava interessada em saber se os outros estavam tendo os meios certos ou errados de acesso à internet, estava interessada em resolver problemas jurídicos e, muitas vezes, problemas de ordem privada, está interessada em saber se a marca do fulano não foi violada ou se o conteúdo foi utilizado erroneamente. A minha proposta era diferente, queria fazer um negócio que olhasse esses problemas como um fator importante, mas que pudesse pensar em uma outra coisa, na transformação da infra-estrutura e da capacidade que as pessoas estão tendo, cada vez mais, de não só receber o conteúdo, mas também gerar conteúdo próprio. Então, algumas das pessoas que estavam lá se sentiam frustradas, porque queriam resolver problemas privados e propus que pensássemos também a partir de uma perspectiva pública.
Mas quando a gente pensa em mundo digital a gente não pensa num público muito restrito que acessa?
Concordo com você. Isso é um problema para a gente que é de país pobre e, quando falamos em internet, ainda temos na cabeça que é um computador ligado na internet. O digital vai chegar para as pessoas mais cedo ou mais tarde. O celular já é um meio de você ter o digital, a TV digital no Brasil já um meio de você ter acesso ao mundo digital. Quando pensamos em Internet, temos de pensar num conceito muito maior e mais amplo, que vai abranger telefone celular, TV digital, sem falar em projetos como “Um computador por criança” – one laptop per child – que o MIT está desenvolvendo e que distribuirá 10 milhões, 15 milhões de computadores para quem precisa deles. Mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer. O que sou contra é o pensamento “etapista”: Precisamos primeiro dar computadores para as pessoas para depois pensar na democratização do conteúdo. Este é o pensamento mais danoso que a gente pode ter. Porque quando a gente chegar com os computadores, o conteúdo já estará totalmente controlado, totalmente formatado para atender interesses que não são os da sociedade, e teremos problemas. Continua
Eleições 2006 em: a descoberta dos candidatos
No livro que ele organizou é demonstrado que enquanto em 1994 e 1998 a imprensa praticamente ignorou as eleições, em 2002 houve um jornalismo competitivo e que deu destaque a todas as estratégias de campanha – sites, declarações dos candidatos, seus assessores, seus publicitários, comentários sobre o uso do horário eleitoral.
Em 94, o Real dominou a pauta jornalística, e a imprensa contribuiu para a construção de um mundo presente bom, com exemplos palpáveis do bem-estar alcançado com a estabilidade econômica do Plano Real que criou um ambiente eleitoral extremamente favorável ao candidato da situação, complicando a condição da oposição. No entanto, as eleições propriamente ditas mobilizaram o mínimo de cobertura nos principais jornais e telejornais. >>
Finalmente, o cenário de 2002 seria marcado por um eleitorado descontente, assustado com o desemprego e com a violência (sente algo diferente?). O mote da eleição do sucessor do mal avaliado FHC haveria de ser a mudança. Adivinha quem seria o candidato que melhor capitalizaria esse desejo do novo?
Pois bem, na avaliação de Rubim por trás da redescoberta das eleições estava a tentativa de impedir que o Lulalá se concretizasse. Teoria da conspiração? Duvido. Até porque tenho resistência em acreditar nisso. Mas é curioso como aconteceu tantas entrevistas, matérias, debates etc etc. Nesse amplo espaço de discussão não estaria, em si, um amadurecimento da democracia, mas esconderia um preconceito de classe dedicado a questionar o crescente favoritismo para que um ex-operário chegasse à presidência. E agora, o enredo seria o mesmo?
Sábado, Julho 22, 2006
Efeito Suzane

Pegando carona no julgamento que virou seriado foi apresentado no Senado a proposta de que herdeiros homicidas percam direito à herança. Pessoas que participarem ou forem autores de homicídio doloso contra outras das quais sejas herdeiros ou legatários poderão perder o direito de receber os bens deixados pelo falecido imediatamente após a sentença de sua condenação ter transitado em julgado.
charge: edição de hoje do site charge online
Terça-feira, Julho 18, 2006
Até quando?

Não sei porquê, mas fiquei com uma vontade irresistível de falar sobre essa mania, que já não é mais tão "mania" assim: o Orkut.
No começo, era tudo muito legal. A gente podia usar esse site de ralacionamentos para reencontrar amigos ou tentar encontrar novos ,discutir novas idéias, expressar opiniões e também falar um pouco sobre si mesmo... essas coisas românticas que sempre vêm com as noviadades.
Depois, veio a fase narcisita, na qual arrecadar mais amigos (que a imensa maioria você sequer tinha visto), gelinhos, coraçõeszinhos, estrelinhas, recados, enfim era imprescindível tornar-se alguém popular e bater o maior número de recordes.
Quando enfim foi implantada a nova ferramenta de rastreamento de quem fica observando o seu perfil... aí é que o Orkut virou uma bagunça. Fakes e mais fakes, vírus (ok, eles já existiam desde o começo), recados sem pé nem cabeça, convites, digamos, comprometedores e tantas outras coisas que pra muita gente o site já perdeu a graça. Afinal existem bem mais opções na internet que ele. Não sei se o "enterro brasileiro" do Orkut já foi anunciado, mas tudo indica que um novo sítio, o You tube, vai preencher esse vazio... Tudo porque é muito mais divertido assistir ou produzir vídeos de qualquer formato ou contexto do que ficar bisbilhotando a vida de pessoas que nem sabemos se existem realmente.
Claro que ainda tenho o meu Orkut,
Sexta-feira, Julho 14, 2006
o 1º mês de crise no governo Lula pela Gazeta e Tribuna
A constatação mais evidente foi a de que, durante o período analisado - 20 de maio a 30 de junho do ano passado - Lula deixou de ser o sujeito que agia no sentido de evitar a criação das CPIs e quem passou a exercer esse papel foi o seu Governo. A diferença entre os dois ficou bem demarcada.
Enquanto Lula prometeu fazer cortes na própria carne se fosse provado as denúncias de corrupção em seu governo e também afirmou ir até as últimas consequências para que tudo fosse investigado, o seu governo é quem age no sentido de impedir qualquer investigação das denúncias.
De forma superficial - partes do resultado do trabalho serão apresentados até a data da jornada - é possível afirmar que a pessoa do presidente Lula foi preservada e que, pela análise de capa de A Gazeta e A Tribuna, o principal vilão de todo esse enredo de crise politica foi o Governo petista - personificado como incompetente e corrupto.
"Observamos que, sem citar explicitamente o presidente Lula, é o governo quem aparece de novo como sujeito manipulador na tentativa de evitar a CPI “O Palácio do Planalto pressionou, ofereceu cargos e verbas, mas foi em vão: a CPI dos Correios deverá ser criada na quarta-feira no Congresso”. Nesse trecho do texto de abertura é reforçada a idéia da ação que não se concretiza - mesmo o governo tendo pressionado e tentado a oposição com cargos e verbas, que aparecem como objetos de valor de troca. Considerando que o legislativo tem a competência do dever legislar em consonância com os interesses da nação como eleitora, a imagem do governo é negativada, pois este aparece como um sujeito que contraria a vontade (o querer) do eleitor, tentando mudar a ação natural esperada do legislativo, outro sujeito que tem a obrigação (o dever) de investigar os fatos".
Quinta-feira, Julho 13, 2006
Em Movimento
Então, se você ainda não nos conhece pessoalmente e é do nosso Estado, vai ter a oportunidade de finalmente nos ver e saber que não somos fantasmas sem identidade. Mas o Ezequiel também existe realmente.
Foi uma entrevista com vários blogueiros, todos estudantes de Jornalismo da Ufes que irá abordar essa nova maneira de produzir informação, os blogs. Contudo, blogs não são apenas isso.
Muito interessante. Imperdível. Assistam!!!
P.S. Ah, é... e como o semestre já acabou, em breve teremos muitos posts, atualizados por todos os contribuintes. E não é só porque a gente vai aparecer na televisão, não...